Mesmo gostando muito de escrever, nunca tive uma letra bonita. Sempre foi aquela coisa cursiva, legível e só. Ficava doida prá ter uma letra como a minha prima Nane, que é um capricho, parece caligrafia. Ou ser como a minha tia Jaque, que tem vários tipos de letras. Ou ainda ter a letra da minha amiga Erika, que é a letra mais redondinha do mundo. E prá quem diz que homem tem letra feia, a do meu marido é mais bonita que a minha.
Com o tempo, o gosto pela escrita continuou, mas a letra piorou. Prefiro pensar que a culpa é do teclado... não minha.
Há pouco tempo conheci a Dona Juraci. Uma senhorinha muito simpática que borda memórias, desenhos, poesias. Fiquei encantada com ela e com suas coisas. Conversamos muito, ela me ensinou a fazer ponto haste, ponto atráz. E foi ela quem me disse: " não liga pra sua letra não, o que importa é o sentimento que você vai passar com o que escreveu".
Ontem tomei coragem e fiz meu primeiro bordadinho.
Fiquei muito feliz com minha letra.
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